Dourados tem uma ambulância para cada 100 mil
Valéria Araújo
Das seis ambulâncias pertencentes ao município de Dourados, quatro estão quebradas. As outras duas restantes, sendo que uma delas deixou a oficina nesta sexta-feira, estão disponíveis para atender uma população de quase 200 mil habitantes.
O Douradosagora acompanhou a Comissão de Avaliação de Serviço da Saúde, do Conselho Municipal em várias oficinas mecânicas de Dourados.
A primeira ambulância encontrada, com placa HOH 4984, está parada na oficina desde 14 de março deste ano. O veículo está batido, depois de se envolver em um acidente com um ônibus. Não há previsão do veículo ser consertado, porque a empresa ainda não recebeu autorização da prefeitura. O reparo vai custar R$ 6 mil, com a pintura. A ambulância é do ano de 2003.
A segunda ambulância, com placas Fiorino HSH 1253, de ano 2001, está na oficina há vários dias. Os reparos giram em torno de R$ 20 mil, sem previsão de autorização para o início dos trabalhos.
A terceira, com placas HQH 4983 está parada há uma semana e está exposta ao tempo. De ano 2002, o reparo vai custar R$ 3 mil.
A quarta ambulância, uma doblô, com placas JZR 0768, de Indápolis, está parada na oficina desde novembro de 2010. De ano 2002, a ambulância precisa de R$ 7 mil para ser consertada. Estes dois ultimos veículos estão previstos para serem entregues na próxima segunda-feira. Segundo o Conselho de Saúde, o atraso foi causado porque as peças são importadas da Argentina.
Um outro veículo, desta vez de passeio, também da saúde, com placas HSH 2152 está parado na oficina. A previsão é de que na próxima segunda-feira seja liberado.
De acordo com o Conselho, a prefeitura precisa se atentar a troca dos veículos. "Norma do Ministério da Saúde diz que a cada quatro anos as ambulâncias precisam ser renovadas com frota nova", alerta o presidente João Alves.
Segundo ele, um relatório está sendo feito para ser entregue a prefeitura e Ministério Público, na expectativa de que alguma providência seja tomada.
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